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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O SOM NOSSO DE CADA DIA 29/12/14 - WILD DOGS

O SOM NOSSO DE CADA DIA (39)
WILD DOGS (USA)
“REIGN OF TERROR” (1983)



Oriunda da safra de excelentes bandas de Power Metal estadunidenses da década de 80, a banda Wild Dogs foi fundada em 1981, na cidade de Oregon, Portland. No mesmo ano lançam sua primeira demo, intitulada demo´81.  Em 1983 participariam da coletânea US Metal IV, com a música Burning Rain e  lançariam seu debut, Wild Dogs, um clássico do estilo. Mudanças de line-up sempre foram uma constante na banda, que durou até 2013 e encerrou as atividades. Nesse álbum o line-up era composto por Matthew Mccourt Kurth no vocal, Danny Kurth (falecido recentemente) no baixo, Jeff Mark na guitarra e Deen Castronovo na batera. O som apresentado aqui é um Heavy/Power Metal de altíssima qualidade, com batera de excelente técnica e pegada, baixo preciso, ótimos riffs e solos de guitarra e vocal simples e na maior parte do tempo limpo e sem muitas variações, mas que se encaixa perfeitamente ao som e soa muito agradável de se ouvir. O som aqui se assemelha com muitas das bandas da NWOBHM, tanto que se eles tivessem montado a banda no Reino Unido, seria com certeza um dos grandes nomes do movimento que lá aconteceu. O play já começa com a maravilhosa Lifes just a game e seus refrões pegajosos, uma musica extremamente empolgante. Segue a também empolgante Tonight the show, com Mark se monstrando um monstro na guitarra, o vocal de Matt perfeito e a dupla de cozinha segurando a bronca com maestria, principalmente a então jovem promessa das baquetas, Castronovo (substituindo o segundo batera, Jaime St. James, que fora pra banda Black n Blue assumir os vocais, banda que levou também o primeiro baterista, Peter Holmes, mas pra tocar batera mesmo – quando St.James deixou o Bn´B e veio pro WD, Peter fez o caminho inverso, as bandas simplesmente trocaram entre si de bateras e, mais tarde St.James retornaria pra assumir o vocal). The Evil in Me segue o play, bem tradicionalzona e com refrão marcante e uma das melhores performances de Mr. Matt. A cozinha faz abertura para outro clássico da banda, Born to Rock, com seus riffs matadores e mais um refrão pegajoso, isso já tava virando marca da banda. Mais uma vez roubando a cena, excelentes solos de Mark. Born to Rock fora incluída na época em uma coletânea de uma rádio local, o que fez aumentar ainda mais a popularidade da banda na sua região. Em Never Gonna Stop a banda mantém o pique e não deixa a peteca cair, uma excelente faixa, mesclando partes mais pesadas e rápidas com partes bem viajadonas e mais uma vez uma aula de guitarra a cargo de Jeff Mark. A rapidona Two Wrongs vem destruindo tudo que vem pela frente e Take another Prisoner segue na linha mais tradicional da banda, após mais uma pequena lição de Mark de como apavorar nas seis cordas. I need Love apresenta mais um refrão grudento e falar da guitarra já ta ficando chato e repetitivo, o cara é um monstro mesmo. Pra fechar o play, ou melhor, a obra prima, You cant Escape your Lies e seus riffs destruidores e cozinha perfeita e mais um excelente trabalho vocal. No final o que nos resta é aquela vontade filhadaputa de mandar o dedo no botão ‘Repeat’ e mandar ver tudo denovo. Mas tenho uma sugestão melhor: Mans best friend, o segundo play da banda, excelente para emendar logo ao fim desses, inclusive foi lançada uma versão que contém os dois primeiros na integra e, vou além, se puder já coloca o terceiro ai também, Reign of Terror, outra obra prima, já com Michael Furlong e sua voz mais rasgada e agressiva e, no mais, as mesmas características que fazem do Wild Dogs uma das melhores bandas do Metal oitentista. Foram esses os 3 petardos que a banda lançou na década de 80 (além de duas demos) e só viriam a lançar um full play de estúdio novamente em 2004. Uma banda do mais alto nível de qualidade e do mais baixo nível de reconhecimento, é a velha história se repetindo. Porém é uma banda que, qualquer fã de Heavy Metal de bom gosto, ao ouvir já irá coloca-la entre suas preferidas. Claro que é subjetivo, muitos não irão gostar, mas a possibilidade de você ouvir isso e virar fã da banda é enorme. Solte os cães selvagens... e hora do Metal.


 Download (discografia quase completa) - 8 cds:

http://uloz.to/hledej?q=WILD+DOGS+WILD+DOGS+1983
Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=KWBPQh84AM8

O SOM NOSSO DE CADA DIA 28/12/14 - BANZAI

O SOM NOSSO DE CADA DIA (38)
BANZAI (ESP)
“BANZAI” (1983)



Peso e melodia nas medidas certas, musicas cadenciadas e muito empolgantes com belas melodias em seus solos de guitarra, vocal simples mas bem executado e cantado em espanhol, esses são os ingredientes do debut dessa ótima banda de Hard/Heavy espanhola chamada Banzai. Fundada em 1981, a banda seguiu em atividade até o ano de 1985, voltando em 1987 para um concerto apenas e, mais tarde em 2010 retomando as atividades. A banda teve diversas formações e trocas de músicos e sempre girou em torno de seu fundador, o guitarrista Salvador Dominguez, que já havia participado de outras bandas, entre elas Los Canarios e Los Pekenikes, na década de 70. No começo da década de 80, resolveu formar sua própria banda, Banzai. A primeira formação teve Salvador na guitarra, Jimmy Reitz na voz, Juan C.R. Snoopy nos teclados, Jose Valetim no baixo e Enrique Ballesteros na batera. Em 1983 a banda passa por uma reformulação, sobrando apenas o guitarrista e o tecladista da primeira formação. Entram o vocalista Chino, o baixista Carlos Tibu e o batera Larry Martin. Com essa formação gravam o debut, auto intitulado, neste mesmo ano. A banda fez um relativo sucesso em seu país, chegando a fazer vários concertos, entre eles o Mazarock 1983, já com outro vocalista e outro batera, já que mudanças eram constantes na banda. Quanto ao som, o debut é composto por 9 faixas, que apresenta o Hard Rock típico da época com pitadas de um Heavy bem cadenciado e cheio de melodia. A cozinha é reta mas muito eficiente, o teclado é muito bem encaixado, não tornando o som chato , artificial ou muito carregado, o vocal quase não tem variações mas é bem feito e de fácil compreensão e a guitarra de Salvador é simples, sem muita fritação ou firula, com bases muito bem boladas e com muito feeling e solos com melodias muito lindas. O play é composto pelas faixas: a pesada Introducción/voy a tu cidad, que abre o disco de forma magnífica e Salvador inspiradíssimo, a empolgante Siempre quieres más, a balada Tu Real Salvador, com belo solo e trampos de backing vocais, as faixa Heróes e Coche rápido em la noche, outras mais pesadonas, No te Enganches e seu belo trampo de teclado, muito bem encaixado na musica, as cadenciadas e empolgantes Rock Duro e Funciona Legal e a balada Amigo. Um excelente play de um Hard Rock oitentista muito bem feito. Se você gosta do estilo, vale muito a pena conferir.


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sábado, 27 de dezembro de 2014

O SOM NOSSO DE CADA DIA 27/12/14 - EXCITER

O SOM NOSSO DE CADA DIA (37)
EXCITER (CAN)
“LONG LIVE THE LOUD” (1985)



A banda canadense Exciter, uma das precursoras do Speed Metal, foi fundada em 1978, quando o guitarrista John Ricci, descontente com a banda que havia montado no ano anterior, Hell Razor, resolveu convidar o baterista e vocalista Dan Beehler e o baixista Alan Johnson, vindos da banda Jet Black, para integrarem sua nova empreitada. Porém, decidiram continuar como Hell Razor, até que em 1980 a banda resolveu mudar o nome para Exciter, em homenagem a música de abertura do play Stained Class, do Judas Priest. Em 1982 lançam seu primeiro registro, a demo World War III, e mandam uma cópia para a Shrapnel Records, que incluem uma de suas músicas na coletânea US Metal vol.II. Logo após, fecham um contrato com a mesma gravadora e partem para as gravações de seu primeiro álbum, Heavy Metal Maniac, lançado em 1983. Apesar de hoje ser considerado uma obra prima do Metal e por muitos o melhor da banda, a repercursão não foi tão grande quanto o seu valor. No ano seguinte assinam um contrato com a Megaforce Recs. e gravam sua segunda obra, Violence and Force, onde começam a ganhar mais destaque, abrindo show para o Anthrax e participando da turnê norte americana do Mercyful Fate. O som destruidor do trio começava a repercutir no underground com maior força, e logo estaria expandindo fronteiras e abrindo portas para a banda. E uma dessas portas que se abriu foi a possibilidade de irem a Londres (ENG) para gravar o terceiro petardo, Long Live the Loud, pela gravadora Music for Nations. Isso feito, partem com o Accept em sua turnê européia e, logo depois, com o Motorhead e Megadeth, fazendo show nos Estados Unidos. Enfim, o nome do Exciter estava cravado com força no Metal, era impossível aquele som destruidor passar batido, onde chegavam acarretavam mais e mais fãs, fazendo shows inesquecíveis e por muitas vezes roubando a cena, mesmo sendo a simples ‘banda de abertura’. Quanto ao álbum, Long Live the Loud, a principio desagradou alguns fãs mais extremistas, já que o som dos dois primeiros era mais seco, direto e cru, com muita proximidade do Thrash Metal, e em Long Live The Loud, a banda apresentava um som um pouco mais complexo e com uma maior carga de melodia em suas canções e maior influência do Metal mais tradicional. Continuavam pesados, rápidos e destruidores, mas muitos estavam desconfiados que eles estariam num caminho errado, “amaciando” o seu som.  Pura besteira. Long Live é um disco da mais pura perfeição. Abre com Fall out, uma das mais incríveis introduções de discos que já ouvi na minha vida, cria um clima espetacular para a destruição da faixa titulo e seus fortes e poderosos refrões. O som continua destruidor e o vocal agudo e gritado de Beehler continua em plena forma, impossível não ficar impressionado como aquele animal conseguia destruir a bateria e cantar daquele jeito ao mesmo tempo, era mesmo um pulmão de aço com uma garganta de ouro. Começam os riffs arrasadores de Ricci e o prenuncio de mais uma destruição, I Am the Beast ( e quem duvida? ), mais retona, com refrão bem grudento e Beehler apavorando nas notas altas... Destaque também pra o solo de guitarras de Ricci, perfeito. O começo carregadão de Victims of Sacrifice nos induz a achar que eles estariam pisando no freio, mas logo o bixo pega denovo, com Beehler e sua interminável garganta gritando muito, além de continuar espancando a bateria com toda sua fúria, a guitarra perfeita de Ricci e o baixo de Johnson muito bem executado e se destacando muito. Mais uma introdução, agora mais breve, e a banda entra novamente destruindo tudo com a clássica Beyond the Gates of Doom, um pouco mais cadenciada, mas igualmente destruidora. Outro detalhe interessante, são os refrões das músicas, geralmente bem empolgantes, com letras curtas e de fácil assimilação, impossível não ficar ali gritando junto, e nessa música isso fica bem claro, assim como na próxima, Sudden Impact e sua pegada bem Power Metal. Born to die e sua melodia cativante é a próxima do play, outra bem embasada no Metal Tradicional, mais cadenciada e com uma facilidade tremenda de grudar na mente e não sair mais (deixe lá, nem precisa sair...). Para fechar, outra musica sensacional, toda lentona e cheia de clima, com belas melodias e a melhor participação de Beehler no vocal, uma musica extremamente viajante, Wake up Screaming (impossível não acordar e gritar numa hora dessas...). Uma música épica para fechar com chave de ouro um disco que merece todos os elogios do mundo, uma obra prima do Metal em seu mais puro e genuíno estado de composição e execução, por um trio que estava muito bem afiado, inspirado e sabendo o que queriam... Sem mais a dizer, apenas.... LONG LIVE THE LOUD!!!

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O SOM NOSSO DE CADA DIA 26/12/14 - SEPULTURA

O SOM NOSSO DE CADA DIA (36)
SEPULTURA (BRA)
“ARISE” (1991)




Formada em 1984 pelos irmãos Cavalera, Max na guitarra e Igor na batera, além de Wagner Lamounier (guitarra e voz) e, logo vindo juntar-se a eles o baixista Paulo Jr, o Sepultura foi um dos precursores do Metal Extremo nacional. Porém, Wagner logo sairia da banda pra montar o Sarcófago. Max assumiria o vocal e para a segunda guitarra entraria Jairo Guedez. Com essa formação lançam em 1985 o álbum Bestial Devastation, em formato split, dividido com a banda Overdose em seu também debut Séc.XX (mais tarde, em 1990, Bestial Devastation seria relançado sem a parceria, no formato de EP). No ano seguinte lançariam o play Morbid Visions, outro excelente álbum, o ultimo dessa formação onde a banda fazia um som mais puxado para o Death Metal. Já em Schizophrenia, cultuado por muitos como a maior obra prima da banda, a sonoridade estava bem mais puxando pro Thrash Metal convencional, com uma produção e gravação melhores que as dos álbuns anteriores e a entrada de Andreas Kisser, substituindo Jairo. O próximo passo seria o álbum Beneath the remais, onde a banda estava realmente incorporando seu som mais característico, com destaque para os hinos Mass hypnosis, Inner self e a faixa titulo, fodidaça. Esse álbum também foi uma transição, do som que haviam feito no anterior, para o som que fariam no posterior. Arise foi lançado em 1991 e o Sepultura estava ganhando o mundo. Um peso extremo, riffs muito bem elaborados, Max cantando muito, e a cozinha destruindo tudo que vinha pela frente, principalmente no que se refere a bateria, Igor nessa época já figurava entre os grandes nomes do estilo. O que fez alguns fãs torcerem o nariz para Arise (bem como para o Beneath...) é que a banda tinha desacelerado um pouco o andamento de suas musicas, particularmente acho que isso não influenciou muito na qualidade, e por outro lado, a banda ganhava muito em peso. Faixas como Dead Embrionic Cells, Meaningless Movements e a faixa titulo logo tornaram-se clássicos obrigatórios em shows da banda, assim como o cover para Orgasmatron, do Motorhead. E, falando em shows, em nessa época fizeram uma apresentação memorável em Barcelona (ESP), onde a banda demonstrava que estava muito afiada e com um poder de fogo absurdo. Outro show que marcou época foi a apresentação na segunda edição do Rock In Rio, ao lado de Judas Priest, Megadeth, Queensryche e Guns n´roses. A banda excursionava pelo mundo e Arise logo tornou-se um clássico mundial do Thrash Metal e ajudou a abrir portas para as bandas brasileiras seguirem o mesmo caminho. Após Arise a banda começou a seu declínio, com muitas experimentações, inclusão de elementos não característicos do Metal e mudanças significantes no line-up. Coincidentemente, ou não, outras bandas que eram os figurões do Thrash Metal na época também tiveram seus declínios nesse período, como Slayer, Kreator, Metallica e vários outros. Algumas dessas bandas conseguiram retomar sua sonoridade perdida, outras estão até hoje tentando e algumas nem fazem questão. Porém, até hoje, Sepultura é referência lá fora no que se diz respeito ao Metal made in Brazil. Goste ou não, Sepultura foi uma das principais bandas a divulgar nosso Metal lá fora e isso é de merecer com certeza nosso respeito e agradecimento, mesmo que depois tenham nos desagradado com seus sons mais novos, bom, pelo menos aos que esperavam que mantivessem aquilo. Muitos gostam dos plays posteriores, afinal, gosto é gosto e respeito isso, mas pra mim, a fase do ouro da banda morreu no Arise.

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https://www.youtube.com/watch?v=LVQSwqR_DEE
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http://uloz.to/xViWToYt/sepultura-arise-by95-rar#download

O SOM NOSSO DE CADA DIA 25/12/14 - GRIM REAPER

O SOM NOSSO DE CADA DIA (35)
GRIM REAPER (ENG)
"SEE YOU IN HELL" (1983)



Heavy Metal tradicional de excelente qualidade, riffs bem característicos do estilo, cozinha de peso e alta competência, vocal agudo e por muitas vezes gritado... Esses ingredientes já fizeram muitas bandas de destacarem no Metal e essa teria tudo para ser mais uma delas, porém o reconhecimento que tiveram não foi a altura do merecido, mas isso é normal no que ser refere ao nosso gênero musical. Para cada Iron Maiden, Ac/dc, Black Sabbath ou Judas Priest, que fizeram sucesso, existem centenas de bandas que não tiveram a mesma conquista. E essa banda teve um destaque maior com a chegada da internet, onde a divulgação se tornou mais rápida e eficiente e hoje a maioria conhece a banda, porém em seus momentos de auge, não era bem assim, apesar da extrema qualidade do som que faziam e terem feito um relativo sucesso na sua terra natal, Inglaterra, e nos Estados Unidos. Esse é o Grim Reaper. Fundado em 1979, pelo guitarrista Nick Bowcott, a banda ganha um concurso ( The Battle of the Bands) contra outras 99 bandas, no começo de 1980 e a oportunidade de gravarem uma demo. Em 1981 é lançada Bleed N’Dry, a tape que é o primeiro registro do Ceifador. Em sua formação, além de Nick, estavam o vocalista Paul DeMercado, o baixista Dave Wanklin e o batera Adrian Jacques. No ano seguinte partiram para as gravações de mais uma demo, For Demonstration Only, já com seu vocalista mais clássico, Steve Grimmett e com o batera Lee Harris. No ano seguinte partiram para mais uma gravação, agora de seu debut, See you in Hell. No mesmo ano o disco é lançado na Inglaterra, porém só seria lançado nos Estados Unidos, o grande mercado da época, em 1984. Logo o disco começou a chamar atenção do publico do Metal, principalmente pela faixa titulo e seu videoclip. Porém, o disco era recheado de grandes faixas, ou melhor, o disco todo é excelente, não tem faixa a ser pulada. Muitas das músicas foram tiradas de suas demos e regravadas. Todas as faixas são muito boas, mas vou destacar algumas de minha preferência, que, além da faixa titulo, são a Wrath of the Reaper (na minha opinião a melhor), Dead on arrival e All Hell let loose. Completam as também excelentes Liar, Now or Never, Run for your life e a balada The show must go on. Após esse play ainda lançariam mais 2, Fear no Evil (85) e Rock you to Hell (87), onde conseguiram manter o nivel de qualidade, porém See you in Hell sempre será o grande disco dos caras e principal referencia quando se fala em Grim Reaper. Em 1987 a banda participa da turnê Hell on Wheels, ao lado do Armored Saint e Helloween. Porém, a banda em crescimento, o sucesso chegando e, em 1988, a banda encerra atividade. Voltaria em 2006 e está na ativa até hoje, somente fazendo shows, porém da formação clássica está apenas Steve, completando o time os músicos de sua banda solo. Por motivos judiciais, sem o fundador da banda, hoje usam o nome Steve Grimmett´s Grim Reaper, mas tocam as músicas da banda e alguns covers e a “voz do ceifador” está lá presente, então, que, nomes a parte, seja o Grim Reaper, que está rodando pelo mundo e ceifando mais ouvintes para o universo do Metal. Longa vida ao Ceifador.

Download discografia (3cds):
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

O SOM NOSSO DE CADA DIA 24/12/2014 - PHANTOM BLUE

O SOM NOSSO DE CADA DIA (34)
PHANTOM BLUE (USA)
“PHANTOM BLUE” (1989)



No final da década de 80, nos Estados Unidos, estava em alta o Glam/Hard que logo após assolaria o mundo, principalmente na tela da MTV. Nessa época despontavam muitas bandas no cenário, incluindo essa, formada só por garotas e fazendo um Hard/Metal de excelente qualidade. A banda Phantom Blue foi fundada em 1987, e tinha em sua formação a excelente vocalista Gigi Hangach, as guitarristas Michelle Meldrum (ex-guitarrista da Wargod, teve sua banda solo, Meldrum, foi casada com o guitarrista do Europe, John Norum, e faleceu em 2008, vitima de câncer no cérebro) e Nicole Couch, a baixista Debra Armstrong, logo substituida por Kim Nielsen e a batera Linda McDonald (que encabeça a banda The Iron Maidens, tributo ao Iron Maiden, composta só por garotas também). O som, é uma mescla perfeita de Heavy Metal e Hard Rock, numa medida bem balanceada, não caindo demais nem pra um lado, nem pra outro. Já começa com a destruição chamada Going Mad, uma pérola do estilo, bem rapidona e furiosa, seguida pela ótima e mais cadenciada Last Shot, onde Gigi canta com uma vontade de fazer inveja a muito marmanjo vocalista. A terceira faixa é a balada  Why Call it love, bem carregadona, muito linda essa música. E logo volta o peso e todo o vigor da banda em mais alguns clássicos, Frantic Zone, Slow it down e Walking away, todas muito empolgantes. Ai, enfim, chegamos numa musica que, na minha opinião, é uma das melhores composições da banda, Fough it out, bem cadenciada, com ritmo contagiante e Gigi cantando muito, além das belas melodias que vem dos solos de guitarra. A seguinte, Never too Late, é outra mais cadenciada e bem grudenta. Fechando o play, mais outro clássico, Out of Control, outra musica extremamente viciante, pesadona e deixando no final aquele gostinho de ‘quero mais’.. Um disco muito bom mesmo, obra de arte dessas meninas estadunidenses, que ainda viriam a lançar outros álbuns, com outros line-ups e outras histórias pra serem contadas, porém, nada a altura do que fizeram nessa preciosidade. Cozinha precisa, uma dupla de guitarristas que manjam do que tão fazendo e uma vocalista que esbanja talento e consegue passar uma carga emotiva muito forte com sua voz, hora limpa, hora levemente rouca e rasgada, mas sempre muito bem na execução, estando a altura de vocalistas consagradas como Leather Leone e Doro. Não vou entrar em mérito de quem é a melhor, todas são excelentes, mas se comparar com as outras que citei, mesmo tendo uma carreira mais curta e menos prestigio no cenário do Rock, Gigi não fica atrás de ninguém. Eu, particularmente, curto muito a voz da Leather e da Doro, mas Gigi sempre será minha preferida. Curiosidade: o disco é co-produzido por Marty Friedman (Megadeth).

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O SOM NOSSO DE CADA DIA 23/12/14 - ABRAXAS

O SOM NOSSO DE CADA DIA (33)
ABRAXAS (GER)
SHATTERED BY A TERRIBLE PREDICTION (1989)


Tá ai uma banda oriunda dos mais escuros porões do underground germânico. Em outras décadas, antes da era digital e os avanços da internet, muitas bandas ficavam no underground por terem dificuldade de divulgarem seus trabalhos. De alguns anos pra cá, essas bandas saíram da moita, graça aos escavadores metálicos online, muitas passaram a ser conhecidas no mundo todo, mesmo que, antes tarde do que nunca. Porém, mesmo nessa era onde a informação voa rapidamente, algumas bandas parecem que, ou insistem em continuar lá, ou tiveram o azar de ainda não terem caído no conhecimento da maioria. Hoje em dia, pra maioria dos Rockers e Bangers que existem por ai, se perguntar se conhecem essa banda, vão falar que nunca ouviram esse nome, e olha que tem 7 bandas com esse mesmo nome... E esse tesouro alemão que estou falando é a banda Abraxas. Formada em 1985, só lançaram esse seu debut, Shattered by a terrible prediction, no ano de 1989. Depois ainda lançaram 2 demos, em 1990 e 1991, e dois álbuns, The Liaison (93) e Tomorrow´s World (98). E o play em questão, Shattered by a terrible prediction, pode se facilmente considerar como uma das grandes obras metálicas alemãs da década de 80. Com um Power Metal viscoso, com levadas de puro Speed, muito bem trabalhado e bem calcado no Metalzão tradicional made in Germany, é um trampo de extrema criatividade e bom gosto. Riffs destruidores com um acompanhamento de igual poder de fogo por parte da cozinha, mesclando parte rápidas e outras nem tanto, ótimos vocais com direito a coros muito bem feitos, peso na medida certa, solos compostos em cima de belas melodias, efeitos sonoros... São tantos ingrediente nessa obra única que nos faz concluir que, mesmo tendo sonoridade similar a outras bandas do estilo, sempre soam originais, com suas próprias características. São só 4 faixas, mas são 4 faixas de um primor esplendido. Ouça a pura destruição de Key of Destiny, uma paulada, mas uma paulada com classe...e que belo refrão. A fúria de When the Time Has Come também é notável, assim como na também excelente Taken from the Past. Agora, quer escutar a musica mais perfeita deles, o hino máximo do Abraxas, ele se chama The Chose Ones... Uma mistura de peso e melodia como poucas vezes ouvimos no Metal, tudo bem encaixado e na medida certa, se um dia eles resolveram usar o potencial máximo que poderiam chegar, foi quando compuseram essa maravilha. O line-up era composto por Joachim Hittinger (voz), Oliver Mindner (guitarra), Jan Müller (baixo) e Heiko Burst (batera). Se você gosta desse tipo de som e não conhece esse EP, corra e baixe isso logo, depois é só deliciar-se com essa beleza de musica. Se você curte Metal tradicional, Power Metal oitentista e Speed Metal do inferno, ta esperando o que? Vai logo baixar essa desgraça...